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Como criar um curso online

Vamos aprender agora o roteiro que você pode seguir para aprender como como criar um curso online, usando os conteúdos que já publicamos.

Cursos online tiveram uma alta como nunca em 2020, por motivos óbvios, e muita gente tem buscado nisso como uma alternativa de receita passiva e até mesmo de educação de sua base de clientes, já que eles estão mais abertos ao ensino online.

Mas você sabe como criar um curso online?

Já cobrimos aqui no passado sobre como você se tornar um professor online com as dicas iniciais sobre você, enquanto professor e influenciador digital, até fazer o primeiro rascunho da sua ementa, uma lista de tópicos que serão abordados, quase como se fossem as aulas.

Agora, vou cobrir como criar um curso online até a sua gravação. Não vou abordar tanta teoria de design instrucional para ficar direto, mas sim um passo a passo.

Escolher a sua plataforma:

Antes de tudo, você tem que pensar no formato do seu curso. Você quer mais vídeo, mais apresentação, mais lúdicos? Quer um fórum? É um curso que precisa de guia? Tudo isso vai impactar na hora de começar a produzir o conteúdo em si.

Outro fator que pesa bastante é: qual seu objetivo com o curso? É posicionamento? É geração de leads? É para divulgar conhecimento?

Portanto, se você ainda não decidiu qual será a ferramenta escolhida, eu recomendo que você leia primeiro o tópico Como escolher a plataforma LMS.

LMS é a plataforma de gestão de ensino. Existem inúmeras no mercado e elas acabam impactando diretamente no que você é capaz de fazer. Não adianta você planejar um curso que dependa massivamente da participação dos alunos se a plataforma escolhida não te permite tal ação, certo?

Planejar as aulas depois da ementa.

O segundo passo é planejar suas atividades. A etapa de planejamento de atividades consiste em, depois de listar cada uma das aulas, você listar o que será aprendido nelas e quais materiais serão necessários, assim você pode iniciar a produção de slides, PDFs, ebooks e o que mais seja necessário. Você vai definir quais serão esses materiais para apoiar suas aulas.

No final, você terá uma tabela assim:

a) Eventos de instrução: b) Objetivos de aprendizagem: c) Atividade: d) Mídia desejada:

Criar ou não seu roteiro:

Perfeito, agora você tem sua estrutura de aulas e o planejamento dos tópicos, você deverá tomar a decisão de até onde você quer ir com a produção de roteiros.

Uma aula roteirizada é aquela que você segue palavra por palavra do conteúdo previamente escrito. Para professores que têm prática na sala de aula, gravar um curso online sentem uma diferença enorme pela falta de interação e presença de uma plateia. Então mesmo que você tenha boas notas e avaliações nas suas aulas presenciais, a sua energia pode não se traduzir (falamos por experiência própria).

Para professores de primeira viagem e sem costume com a câmera, falar com roteiro pode transparecer nervosismo, sem vida e robotizado, por isso muitos apelam para o ensino de improviso.

Contudo, isso se transforma em aulas que demoram de 2 a 3 vezes mais, fazendo aulas rasas, quando comparamos o conteúdo com a sua duração. Os cursos roteirizados tendem a ser muito mais direto ao ponto, sem rodeios e vícios de linguagem.

Assim sendo, a roteirização implica em maior dedicação (logo, tempo) e materiais – por exemplo, como você vai ler o roteiro enquanto grava? Ou você vai narrar e editar o material em cima? Todos esses são fatores para serem considerados.

Na teoria, a melhor alternativa, e muitos outros autores de design instrucional concordam, é que roteirizar é a melhor alternativa, dado que você cumpra todos os “pré-requisitos”. Contudo, sabemos que na prática algumas coisas entram no caminho. Existe até a alternativa de terceirizar a produção do roteiro.

Por que ter script das aulas? Por que falar de improviso?
Seu conteúdo tenderá a ser mais rico e denso.
Evita palavras e maneirismos de fala, como “hmm”, “ahmm” e “éee…”.
Você foca no objetivo da aula e não distrai.
Você tem a chance de checar o seu conteúdo.
O processo de edição é muito mais organizado.
Você pode aproveitar o conteúdo de outras formas.
Você pode terceirizar.

É mais fácil para iniciantes.
Seu conteúdo tenderá a ter um tom mais conversacional.

Exige menos tempo de produção do script, a produção do curso pode ficar mais rápida.
Se você já ensinou esse curso antes, a qualidade pode ficar muito similar a um conteúdo roteirizado.

Uma solução intermediária seria não trabalhar com roteiros robustos, mas sim com linhas-guia de cada aula.

Ou seja, para cada aula que você for gravar, listar de 3 a 5 tópicos que gostaria de abordar, assim você não se perde tanto, tem um lembrete do que tem que focar como próximo ponto, mas também não se dedica tanto tempo assim com a produção de um roteiro.

Criando seu primeiro roteiro em 6 passos:

Se você for criar um roteiro que vai ler palavra por palavra, recomendamos que você divida o processo em 6 etapas:

  1. Planejamento inicial dos tópicos: Escreva uma estrutura inicial do que deve ser abordado, um outline. Quais são os três a cinco tópicos que serão abordados?
  2. Planejamento das atividades de instrução: Faça um desenho igual a tabela 01 do post Como fazer um planejamento de mídia para suas aulas.
  3. Primeiro rascunho: Agora é hora de sentar e escrever. Não ligue tanto para escrita em si, é só seu primeiro rascunho. Seu objetivo é colocar o seu conhecimento no papel.
  4. Primeira leitura e narração: Perfeito, agora que você terminou, dê uma respirada (se possível, talvez um ou dois dias de descanso) e releia em voz alta o que escreveu. Pense que tem alguém te assistindo (ou inclusive faça para alguém). Não reescreva nada agora, anote. Seja em comentários no documento ou no papel.
  5. Revisão e adequação: Você deverá reescrever seguindo suas anotações, vendo o que está errado e adequando o conteúdo para seu planejamento de atividades, como o passo 2.
  6. Segunda leitura: Faça uma nova leitura, reescreva o que tá bom e voilà! Está pronto seu primeiro roteiro!

Claro, existem muitas outras dicas para melhorar a escrita em si e formatos de ensino. Mas esse é um primeiro passo para você sair com seu primeiro script pronto para gravar.

Desenvolva os materiais:

 

Ok, você criou o roteiro de cada aula – se não criou, recomendo fortemente que você pelo menos liste os tópicos, principalmente se for seu primeiro curso online.

O seu próximo passo será desenvolver os materiais auxiliares das aulas, seja a apresentação, fluxogramas, imagens, enfim… separar os vídeos que acompanharão os seus roteiros.

Você seguirá o planejamento de mídia inicial, mas é bem comum novas ideias surgirem conforme o conteúdo é desenvolvido. Então não deixe que o planejamento te limite, mas use ele para catapultar a sua técnica de ensino e o aprendizado dos seus (futuros) alunos.

Você deverá tirar um tempo para executar essas ações, isso deverá estar no seu planejamento.

Como gravar sua primeira aula.

Perfeito, agora com tudo em mãos: planejamento, estrutura de tópicos ou roteiro e materiais, você está pronto para fazer sua gravação.

Para nossos clientes, nós sempre já fazemos a primeira gravação logo depois do primeiro roteiro como teste, assim o professor vai sentindo como é dar a aula e ver como pode criar um roteiro melhor e que esse processo (do roteiro para a gravação) seja retroalimentado.

Cada gravação terá suas particularidades, você pode gravar direto para a câmera e os conteúdos e animações serem adicionadas posteriormente. Uma prática bem comum é gravar somente a tela do computador ou mesmo tela + webcam. Uma outra forma de criação de curso online é fazer tudo por meio de animações, o que adiciona um outro nível de edição (e custos).

Para o dia, você deve levar em conta três coisas: enquadramento, luz e áudio.

Algumas dicas básicas de enquadramento:

Tá muito próximo. Testa tá cortando, a professora tá ocupando quase toda a tela. Deixe um pouco de “área de respiro” em volta. Isso permite também um pouco de movimentação de braços, ombros e cabeça.

Não tá centralizado. Isso pode, sim, ser usado se for intencional, por exemplo, se alguma figura aparecer do lado do professor. Contudo, se a professora aparecer a maior parte do tempo descentralizada, isso pode incomodar.

Quanto à qualidade da imagem:

Muito escuro. O excesso de claridade também é ruim. A nota central aqui é que você deve conseguir enxergar traços do objeto, como queixo, olhos, boca e expressões

Desfocado. Esse pode ser um problema de qualidade da câmera mesmo ou de sujeira. O princípio é o mesmo do brilho: você deve ser capaz de enxergar traços da pessoa.

Perfeito! Área de respiro em volta da professora, ela poderá se mover sem ter os braços cortados, ela está centralizada, qualidade tá perfeita, iluminação também.

A exceção aqui se aplica quando você for gravar Picture In Picture, ou seja, seu rosto aparece enquanto você captura a tela. Como a maioria dos professores não possuem equipamentos avançados, minha regra de ouro é tentar ocupar o menor espaço da tela, mas de uma maneira que seja possível ver sua boca se mexendo e expressões faciais.

Nesse caso, você pode optar por um zoom maior no rosto, sem ter espaço para braços. Apenas certifique-se que seus ombros ainda apareçam, caso contrário, ficará estranho na tela somente a sua cabeça.

Depois da gravação, você deverá fazer a edição.

Aqui, você deverá olhar para alguns fatores se você não é um expert: iluminação, áudio, linguagem.

A grande maioria dos softwares de edição já tem algum editor de iluminação, saturação e de áudio e existem inúmeros tutoriais na internet. O outro ponto é que você vai querer cortar aqueles silêncios de troca de slide, começo de aula, e pausas longas entre um parágrafo e outro ou mesmo entre frases.

Você pode cortar alguns erros de gravação, como repetições, vícios de linguagem ou aqueles pigarreados ou tosses. Tudo isso, quando repetido, tira um pouco o profissionalismo e brilho da sua aula.

Como criar um curso online é um processo de aprendizado para quem ensina.

Pronto! Você fez isso repetidas vezes até que planejou, escreveu, gravou e editou todas suas aulas. Agora você tem seu primeiro curso online. Então, está pronto para fazer o upload na sua plataforma desejada, ajustar as descrições, subir os materiais e as atividades planejadas.

Não existe um tempo mínimo para que essa atividade se desenrole, tudo isso vai depender de muitos, mas muitos fatores. Talvez um ponto importante é que você anote o quanto você levou e vá percebendo pontos de melhoria do processo. Não existe uma fórmula mágica ou um framework que todos os cursos se encaixam, mas essas dicas gerais com certeza podem te ajudar a dar os primeiros passos pelo menos.

Com o tempo, você desenvolverá sua própria fórmula, ainda mais a partir do feedback de alunos reais, e aí caminhará para se tornar um influenciador educacional. Importante é começar.

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