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Primeiros passos para criar seu primeiro curso online

por | jun 12, 2021 | Design Instrucional

Confira este guia com os primeiros passos para criar seu primeiro curso online até a criação da sua ementa, com os principais conceitos.

Hoje vamos ensinar como criar seu primeiro curso online até a criação da sua ementa, ou seja, você ter seu conteúdo pronto para gravações e preparação do conteúdo. Vemos duas linhas de pensamento: uma que acha que para lançar um curso você precisa de muito dinheiro e investimento e outra que acha que criar seu primeiro curso online é a coisa mais banal do mundo.

O processo para criar seu primeiro curso online até pode ser feito em casa mesmo e inclusive a gravação pode ser feita com a sua própria webcam – mas sabemos da qualidade das webcams integradas dos computadores. Enquanto dinheiro pode profissionalizar e até

Para o segundo ponto, para criar seu primeiro curso online que realmente traga transformação para estudantes, você não consegue fazer isso sem planejamento. Se você já tem alguma experiência criando cursos e treinamentos presenciais (e até mesmo palestras), é provável que consiga transferir suas habilidades e conhecimentos.

Pense neste artigo como um guia introdutório sobre como criar seu primeiro curso online, seja ele o primeiro ou não. Esse artigo vai te dar o caminho para estruturar melhor o seu conteúdo.

Escolha o seu assunto:

O primeiro passo dentro do processo de criação de curso é claramente escolher qual será seu tópico. Temos que refletir sobre o conteúdo porque ele é quem vai ditar as regras do jogos, quem é seu público-alvo (de certa forma) e sua abordagem. Se for seu primeiro curso, sugerimos criar algo exatamente dentro da sua área de expertise. Professores mais experientes no processo de criação conseguem criar conteúdos tangenciais, uma vez que eles dominam a arte de passar conhecimento e como pesquisar o conteúdo para elaborar as aulas.

Você deverá escrever isso com poucas palavras ou até uma frase. Se você precisa explicar como um parágrafo: ou você ainda está confuso com o que quer ensinar, ou é muito específico. No segundo caso, está bem. No primeiro caso, deixe mais claro.

Você pode navegar um pouco por sites como Udemy, Coursera, Domestika ou Sebrae, por exemplo, e ver as categorias que eles possuem de cursos. Isso pode te ajudar a afunilar e encaixar melhor o teu conteúdo.

Se você quiser, pode optar por especificar um pouco mais para áreas mais concorridas. Por exemplo, falar em programação HTML ou Atendimento a clientes, de forma tão abrangente, pode não ajudar muito o seu estudante a se interessar pelo seu curso. O que você vai ensinar dentro desses tópicos. Para termos práticos, nossa sugestão é de inclusive você pensar em criar cursos mais focados agora (portanto, mais curtos). Especificar um pouco mais pode te ajudar nesse processo.

Da visão do aluno:

Do ponto de vista do estudante, ter um curso mais específico é melhor porque fica mais claro o aprendizado. Um curso de “atendimento a clientes” pode soar muito vago, mas um curso de “Como lidar com clientes irritados no atendimento” é muito mais claro. Do ponto de vista de lucro, é igualmente positivo. Focar em cursos mais curtos em vez de um super programa longo te permite fazer vendas mais rápido. Nada impede de depois fazer um compilado desses cursos curtos e fazer o lançamento da carga horária maior. Quando estiver desenvolvendo seu curso, deixe um pouco de espaço para continuações.

Responda:

  • Quais áreas você domina mais?
  • Quais dessas áreas você acredita que tenha muita demanda?
  • Qual abordagem específica você pode dar a esse assunto?

Pesquise sobre o mercado:

Quando mencionamos para você ser específico na sua ideia, não quero dizer que você tenha que ser tão específico assim. Fazer um curso sobre marketing de conteúdo para moda é uma boa ideia, mas fazer um curso sobre marketing de conteúdo para blogs focado em moda retrô da Inglaterra da era vitoriana pode ter um público nichado demais para valer a pena. Nesse caso (claro, o exemplo é absurdo, mas para conteúdos muito, muito específicos em geral), é aconselhado quando você já tem uma boa penetração no mercado de forma geral e quando é um nicho que pode ter um valor alto.

Para saber isso, você tem que pesquisar sobre o mercado. Em vez de um chute com base na sua vivência, você pode pesquisar no Google Trends para ver o que as pessoas estão buscando, ir a plataformas de cursos e ver quais são os assuntos em alta – quase todos possuem uma seção similar. A Udemy possui uma ferramenta de pesquisa na qual eles informam a demanda e oferta do tópico e, inclusive, o ganho médio.

Você pode usar essas plataformas para pesquisar pelo título do seu curso (nem que seja a ideia) para ver o que eles estão ofertando, quantidade de alunos e até para você refinar sua ideia (vamos entrar nisso daqui a pouco).

Responda:

  • Existe demanda para esse conteúdo?
  • A concorrência é grande demais para mim?
  • É uma área que permite uma diferenciação?

Pesquise sobre seu público:

Agora, vamos falar dos seus estudantes. Tem um modelo que nós particularmente gostamos muito de usar, que vamos comentar em um outro conteúdo mais denso só sobre o assunto. Mas a ideia é que você pense em quem serão seus estudantes.

Dica: Você pode usar o Canvas de Proposta de Valor. Ele é muito focado em empresas no geral, mas podemos pensar para pessoas também.

O que você pode se perguntar ao pesquisar seu público:

Você tem que pensar no objetivo do seu cliente. Mais uma vez, seja específico. Identificar que o público-alvo é “qualquer pessoa interessada no assunto do meu curso” é muito geral e impraticável, mas é muito comum ouvir isso. Em vez disso, tente identificar os seguintes dados demográficos importantes de seu público-alvo:

Idade. Dependendo do tópico do seu curso e da profundidade que quiser dar ao tema, esse número pode ser diferente. Ajuste seus estilos de escrita e ensino de acordo. Você tem duas abordagens aqui: você pode pegar qual é a idade média das pessoas que estão interessadas no tema escolhido ou para quem você gostaria de dar o curso. Por exemplo, um curso de programação básico pode ter como público-alvo médio um jovem. Só que você também pode optar por fazer um curso de programação para crianças ou idosos.

Nível de educação. A maioria dos alunos do curso online é altamente educada com um diploma de bacharel ou superior. Ajuste a complexidade do seu curso para corresponder ao nível educacional do seu público-alvo.

Situação de emprego. O seu curso é para formação de profissionais já contratados? Ou é voltado para quem procura emprego e deseja iniciar uma carreira em um novo setor?

Identificar todos esses dados demográficos nem sempre é um processo simples. Se você estiver tendo problemas, tente usar a mídia social para pesquisas de público-alvo.

Essas são linhas-gerais. Em seguida, você deverá pensar “O que meu público quer com isso?”. Muito mais do que pensar em dados sociodemográficos, gostamos mais de pensar em comportamentos e atitudes. São pessoas que gostam de conteúdos mais diretos? De metáforas? São pessoas que gostam de inovação, ou são pessoas mais tradicionais?

Responda:

  • Quem é meu público-alvo?
  • Quais são as características e comportamentos deles?
  • Qual objetivo que eles buscam cumprir que farão buscar por esse conteúdo?

Defina os conteúdos:

Agora que você sabe para quem você vai ensinar e o quê, tem que começar a escrever o curso em si. O que significa organizar o conteúdo do curso, também chamado de currículo ou programa.

A ideia é que você liste os tópicos abordados no curso de forma que forme uma cadeia lógica. Para o estudante, é muito importante a organização e sequência – eles (e nós todos também) lemos uma lista como se fosse uma sequência. Portanto, se você ler a ementa de um curso de Alfabetização e ela estiver escrito:

  • O que são vogais
  • Somatório
  • Aprendendo a desenhar
  • O que são consoantes
  • Subtração

 Isso vai parecer desorganizado. Você pode pensar em módulos: quais são os três a cinco conteúdos gerais. Eles têm que ser contidos, ou seja, só de estudar aquele módulo, vamos aprender aquele conceito. Nem que ele seja pura teoria, importante para o módulo seguir. Por exemplo:

Módulo: O que é alfabetização:

  • Conhecendo a estrutura da língua
  • Os diferentes tipos de palavras
  • O que são números
  • Importância da escrita

Repare que, ao final do módulo, não aprendemos a escrever. Mas tudo isso será uma base para que possamos aprender depois.

O conhecimento por si só não é suficiente. Você também precisa saber como apresentá-lo de uma maneira que faça sentido para o aluno, de uma maneira que ele possa entender. Apenas despejar fatos não funciona para a maioria das pessoas, caso contrário, não precisaríamos de escolas e professores.

Isso, em termos de design instrucional, se chama sequência instrucional, quando você define quais são as etapas necessárias para que um determinado objetivo educacional seja cumprido ou atingido. Com essa sequência, você monta um mapa de atividades – que vai dar origem às aulas propriamente ditas.

Sua tarefa agora é reunir tudo que você sabe e montar isso numa lógica que faça sentido pro aprendiz.

Sempre haverá aqueles alunos que pegam o assunto mais rápido e outros que precisam de mais detalhes – para isso, é essencial fazer esse planejamento com múltiplas versões do mesmo assunto. Pense que cada pessoa tem seu quebra-cabeça próprio e que você fornecerá as peças. Você pode fornecer um só tipo de peça para ajudar um público bem específico, mas pode fornecer peças diferentes para abarcar outras pessoas.

Então, uma vez que você tenha a quantidade certa de conhecimento e compreensão, você terá que empacotar. O que deve ser aprendido no início e o que deve ser guardado para depois? O que conecta logicamente um assunto a outro? Em que ponto um aluno pode ser considerado como tendo aprendido o suficiente sobre o assunto? Todas essas são questões que você deve considerar ao criar seu primeiro curso online e sua estrutura.

Isso é tanto para o aluno quanto para você. Com estrutura e conexões adequadas, você pode ensinar com facilidade, e o aluno terá mais facilidade para entender o que você está tentando transmitir a eles.

Responda:

  • Quais são os conteúdos desse curso?
  • Qual é a lógica que faz mais sentido para o estudante?
  • Como posso diversificar minhas aulas?

Monte sua primeira ementa:

Então, você tem todo o seu conhecimento organizado – fantástico! Agora é hora de pensar sobre como você vai entregar esse conhecimento aos alunos. Você sabe o que vai ensinar, mas agora precisa decidir como vai ensinar. Começamos a falar disso quando pensamos em diversificação de mídia em outro post, mas agora vamos quebrar em pedaços menores e deixar mais específico.

Para cada um dos conteúdos que você definiu na etapa anterior, escreva de 3 a 5 pontos que deverão ser ensinados. Para cada um desses pontos pense no que você tem que dizer. Isso podemos fazer por uma gravação, powerpoint, é explicação sobre um fluxograma, um livro, um link? Estamos entrando nas aulas. Cada ponto de conteúdo pode ser quebrado como uma aula.

Voltando ao exemplo do curso de alfabetização, teríamos:

Módulo: O que é alfabetização:

Conhecendo a estrutura da língua

  • História do alfabeto
  • Tipos de comunicação
  • Elementos da linguagem

Os diferentes tipos de palavras

  • Substantivo e verbo
  • Adjetivo e advérbio
  • Numeral
  • Preposição e conjunção

Tendo esses bulletpoints definidos, pense na melhor forma de explicar isso. Para história do alfabeto, podemos escolher um vídeo. Já para tipos de comunicação, pode ser uma explicação teórica. Para elementos da linguagem, algo bem lúdico com formas (com uma apresentação de powerpoint) e um diagrama no final. Lembre-se sempre de deixar diversificado as mídias usadas.

Você deverá sair com uma tabela que contenha a relação das aulas, qual objetivo delas e qual material que será usado (se tiver algum).

Responda:

  • Quais são os pontos de cada conteúdo listado?
  • Como posso ensinar esse conteúdo?
  • Preciso quebrar em uma ou mais aulas?

Como criar seu primeiro curso online:

Criar seu primeiro curso online demanda tempo e esforço, tudo para que seu estudante não precise se esforçar para aprender. Esse deve ser um processo gostoso e leve para ele. Você provavelmente aprenderá muito sobre o tópico durante o processo e aprimorará suas técnicas de ensino ao longo do tempo.

É importante você estudar um pouco sobre design instrucional, porque todos esses pontos mencionados possuem muita teoria por trás de criar seu primeiro curso online – aqui foi só a estrutura simples da criação. Mas existem modelos, fórmulas e templates para fazer tudo isso acontecer.

Provavelmente você não vai fazer tudo certo da primeira vez, mas não deixe que esse medo, ou a síndrome do impostor, te impeçam. O seu primeiro curso muitas vezes serve para você entender o processo de ponta a ponta do que criar a próxima revolução da educação. Com os nossos clientes, a gente fala muito de fazer um curso com uma mentalidade de prototipação, justamente para que o aspirante a professor entenda como funciona o processo.

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